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3 Tipos Comuns de Lesões na Coluna

3 Tipos Comuns de Lesões na Coluna

Você já sentiu uma fisgada nas costas que te travou por dias? Ou carrega aquela dor crônica na lombar que parece não ter fim? Pois é. A coluna pode até parecer forte, mas está entre as regiões mais sensíveis e mal compreendidas do nosso corpo. E quando as lesões aparecem, elas não avisam — bloqueiam movimento, mudam rotinas e desafiam até a paciência do mais zen dos pacientes.

Entender os tipos de lesões na coluna é o primeiro passo para cuidar bem do corpo, prevenir recaídas e — se você é fisioterapeuta ou profissional da saúde — orientar melhor seus pacientes. Neste artigo, vamos direto ao ponto: como surgem essas lesões, o que elas causam e, o mais importante, como tratá-las de forma inteligente.

Porque cuidar da coluna não é luxo, é sobrevivência funcional.

O que são, afinal, lesões na coluna?

Lesão na coluna não é tudo a mesma coisa. Existem dezenas de classificações, é verdade, mas na prática clínica, alguns padrões se repetem — com sinais, causas e abordagens de tratamento bem marcadas.

E é justamente sobre os três tipos mais comuns que vamos falar. Preparado para entender o que realmente importa?

1. Hérnia de Disco

Quando o “amortecedor” da coluna colapsa

Talvez a mais famosa das lesões vertebrais, a hérnia de disco acontece quando o disco intervertebral — uma espécie de almofada entre as vértebras — sai parcialmente do lugar, pressionando nervos e provocando dores que podem irradiar para pernas ou braços.

  • Sintomas: dor local, formigamento, perda de força, sensação de queimação.
  • Causas mais comuns: má postura, excesso de peso, movimentos repetitivos, sedentarismo.
  • Tratamento: fisioterapia, analgesia, RPG, acupuntura e, em casos graves, cirurgia.

“Uma hérnia de disco pode ser silenciosa… até que não seja mais.”

2. Lombalgia (Dor Lombar)

A dor que todo mundo já teve — e poucos trataram direito

Estima-se que 8 em cada 10 adultos terão algum episódio de lombalgia ao longo da vida. É aquela dor chata na região inferior das costas, que vai e volta, muitas vezes sem motivo aparente.

  • Sintomas: dor na lombar, rigidez, dificuldade para ficar em pé ou sentar por muito tempo.
  • Causas mais comuns: enfraquecimento do core, estresse, má ergonomia no trabalho, colchões ruins.
  • Tratamento: fortalecimento muscular, exercício terapêutico, reeducação postural, fisioterapia guiada.

Além de tratar a dor, o foco aqui é reeducar o corpo, corrigir movimentos e, principalmente, manter-se em movimento com inteligência.

3. Escoliose

A curvatura que vai além da postura

Diferente das outras duas, a escoliose muitas vezes se instala na infância ou adolescência — e nem sempre dá sinais evidentes logo de cara. Trata-se de uma curvatura lateral anormal da coluna, que pode ser leve, moderada ou severa.

  • Sintomas: assimetria nos ombros ou quadris, dor, um dos lados das costas mais proeminente.
  • Causas mais comuns: idiopática (sem causa definida), genética, má postura na infância.
  • Tratamento: acompanhamento ortopédico, fisioterapia funcional, coletes ortopédicos e, em casos avançados, cirurgia.

Quanto antes a escoliose é identificada, maior a chance de evitar evolução e intervenções cirúrgicas.

O que ninguém te contou sobre lesões na coluna

  • Não é preciso sentir dor para ter uma lesão. Muitas hérnias e escolioses são silenciosas por anos.
  • Propaganda de colchão ortopédico não substitui avaliação multiprofissional.
  • O sedentarismo é o novo cigarro: afeta todos os sistemas, inclusive o músculo-esquelético.
  • Nem toda dor lombar é resolvida com “repouso”. Muitas vezes, o movimento certo salva.

Como prevenir e tratar de forma inteligente

Prevenção é possível sim — mas exige hábitos consistentes e orientação correta. Se você é paciente ou profissional da área, fique atento a essas boas práticas:

  1. Pratique exercícios com supervisão: pilates, yoga terapêutica ou treinamento funcional com orientação especializada são ótimos aliados.
  2. Invista na ergonomia do seu ambiente de trabalho. Uma cadeira ruim pode custar caro no futuro.
  3. Busque avaliação de um fisioterapeuta ao menor sinal de dor recorrente — nunca trate como “normal”.
  4. Trabalhe o fortalecimento do core e a mobilidade das articulações.
  5. Não subestime a importância da consciência corporal. Faça pausas ativas e alongamentos ao longo do dia.

Por que isso importa agora?

Porque estamos vivendo mais — e sentando muito mais também. A sobrecarga na coluna, seja pelo estilo de vida parado, seja por má informação, está deixando uma geração inteira com dores muito antes da hora.

Se você é fisioterapeuta, educador físico ou profissional de saúde, dominar os tipos de lesões na coluna e entender como comunicar isso ao paciente vai muito além da técnica. É sobre oferecer independência, movimento e qualidade de vida.

Dica extra da Comunidade Sem Codar

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Esse tipo de conteúdo transforma não só a consulta, mas a vida do paciente — e, de quebra, muda a forma como você se posiciona como profissional.

Dominar a coluna é também dominar a confiança do seu cliente. E isso se aprende, se pratica e se compartilha.

Conclusão

Hérnia de disco, lombalgia, escoliose. Três nomes que assombram, mas que ficam muito menos assustadores quando a gente entende por quê surgem, como se manifestam e — principalmente — como tratá-los de forma ativa e integrada.

Cuidar da coluna é viver com potência. E você merece viver assim.

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