O controle da espasticidade é essencial para melhorar a qualidade de vida de pessoas com condições neurológicas como paralisia cerebral, lesão medular ou AVC. A espasticidade se caracteriza por rigidez muscular involuntária, que pode dificultar movimentos, causar dor e limitar a funcionalidade.
Entre as principais técnicas utilizadas estão os exercícios de alongamento passivo e ativo, fisioterapia regular e o uso de órteses para posicionamento adequado dos membros. A terapia ocupacional também contribui para promover autonomia nas atividades diárias, adaptando movimentos e ambientes.
A neuromodulação, como a estimulação elétrica funcional (FES), tem se mostrado eficaz em alguns casos, ajudando a reduzir a hiperatividade muscular. Além disso, a aplicação de toxina botulínica é uma opção bastante utilizada para tratar músculos específicos, com efeitos temporários que facilitam a reabilitação.
No campo farmacológico, medicamentos como baclofeno, diazepam e tizanidina são prescritos para controle sistêmico da espasticidade, embora possam causar efeitos colaterais como sonolência ou fraqueza muscular. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental para ajustar doses e avaliar a resposta ao tratamento.
O controle da espasticidade exige abordagem multidisciplinar, combinando técnicas físicas, medicamentos e suporte emocional. Cada plano deve ser individualizado, respeitando as necessidades e objetivos do paciente.
